Café frio na política: lealdade forçada e promessas vazias
Candidato tenta “comprar” voto com café em Cascavel, mas a falta de lealdade dos prefeitos ao governador Ratinho gera críticas e alerta do MP sobre coação eleitoral
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 24 de agosto de 2026, às 12:48
Oi, bom dia, bom dia Hélio, nossos ouvintes, saudações, abraços para todos vocês, um beijo na criançada e vamos em frente. Olha, diz a lenda que um candidato foi pedir um votinho aqui na periferia de Cascavel e como o brasileiro, a maior parte de nós brasileiros somos bastante receptivos, foi ofertado um cafezinho e o candidato a todo momento que levava a xicarazinha até a boca ele assoprava o café e assoprava e assoprava até que uma hora o morador, a pessoa que recebeu disse, mas o candidato já esfriou esse cafezinho?
não precisa assoprar tanto não sem muitas palavras o candidato então engoliu o que restava do cafezinho e depois depois contou o que aconteceu pro pessoal da equipe dele, olha tinha uma mosca tinha uma mosca no cafezinho e eu assoprava pra ela não vir pros meus lábios e eu também não queria causar aquele constrangimento e perder o votinho do eleitor Curioso que talvez isso seja apenas uma lenda urbana, um mito, ou possa ter acontecido de verdade. Mas o fato de usar o cafezinho aqui para começar essa conversa, é dizer que se o cafezinho já está servido sem a mosca, não faz sentido ficar implorando por outra xícara de café antes que aquele tenha se esgotado.
Até porque café esfria. faço essa analogia para dizer que o governador do Paraná esteve ontem melhor dizendo s em Cascavel esteve a o seu candidato ao governo de estado teve uma galera toda do Pal Igua e o que a gente ouvia as pessoas falar os interlocutores, a turma do palanque dizer, é cobrar lealdade e gratidão, principalmente dos prefeitos aqui da região. E, então, eu pergunto, diante dessa insistência na palavra lealdade e gratidão, olha, temos que ser gratos ao governador pelas obras prefeitos que ele trouxe para os municípios de vocês pelo asfaltamento, por isso, por aquilo quando a gente tem que estar toda hora pedindo gratidão, é porque ela não existe, ou porque ela está recalcitante ela não está assegurada ela não está garantida como não faz sentido pedir outro cafezinho se você já está tomando o seu não faz sentido você estar cobrando a todo momento lealdade se ela está presente.
Então, ela não está presente. Então, alguns prefeitos da região, não sei quantos e tal, não estão entregando pro grupo do governador o apoio, o engajamento que se esperava deles, pra virar o jogo em cima do Moro, o ex-juiz, o senador, que até o momento aparece na frente nas pesquisas eleitorais. Então, Então, o cafezinho está sendo servido frio aqui para a turma do Palácio Iguaçu. E o auge dessa suposta deslealdade, falta de engajamento, ficou patente, ficou muito clara nas palavras do deputado Nelsinho Padovani, é quando ele quase que exigiu que os prefeitos que est engajados de fato na campanha eleitoral do Sandro Alex que o candidato do governador Ratinho coloquem na foto de perfil do WhatsApp coloquem a foto do Alex, do Sandro Alex.
Esquisito isso, né? Mas foi o que foi dito. Olha, vocês querem mesmo mostrar que vocês estão engajados? Cadê a foto? Cadê a foto no candidato no zap zap? Cadê a foto abraçado no candidato lá na rede social? No Facebook? No Instagram? É, gente, é isso que... É esse o momento em que estamos na eleição para o governo do estado do Paraná. A propósito, partiu do Nelsinho Padovani o ataque mais duro ao Sérgio Moro na visita do governador que aconteceu no último sábado isso aconteceu lá no Tuiuti, foi mais de um ato mas vamos ficar ali no Tuiuti porque eu pude acompanhar, estava lá pessoalmente fazendo a cobertura e o Nelsinho Padovani para exatamente afastar o eleitorado bolsonarista do Sérgio Moro disse que perdeu a esperança no juiz quando ele, o Moro votou a favor da indicação do Flávio Dino para compor o Supremo Tribunal Federal.
Nelsinho conversou na língua dos bolsonaristas, porque ele disse assim, ele votou, ele Moro, votou para que um comunista, um comunista estivesse compondo a maior, a mais alta corte do país, que é o Supremo Tribunal Federal. Pois é gente, um racha muito explícito aí na direita e quando o poder está em jogo a pancadaria vem mesmo agora resta aguardar qual a resposta se que haver uma do juiz S Moro para que a gente possa também trazer aqui os argumentos dele a respeito por último empresariado atenção, atenção os empresários que estão aí mais engajados na campanha eleitoral isso vale para empresários, vale para o pessoal do agro, o Ministério Público eleitoral está muito atento ao que eles chamam de coação eleitoral.
O que é coação eleitoral? Na fria letra da lei, coação eleitoral é você reunir os trabalhadores em horário de expediente ou fora dele e indicar um candidato de forma coercitiva. Dizer, ó, esse aqui é o meu candidato, se esse candidato não ganhar, eu fecho a empresa ou se esse candidato não tiver engajamento de vocês eu vou saber quem é que está e quem é que não está na campanha quem vai pôr adesivo no carro e quem não vai pôr então o Ministério Público Estadual está muito atento a esse tipo de procedimento que gera multas gigantescas e ações onerosas na justiça então cuidado não é que você empresário não possa ter um candidato.
Não é que você é empresário e não possa pedir votos para um determinado candidato. Mas antes consulte a legislação eleitoral para não se complicar. E o cafezinho esfriou, Hélio Silva? Pois é, esfriou já. Com mosca ou sem mosca? Tem que ser sem. Senão eu vou ter que ficar soprando. Aí não vai, né? Olha, quero deixar um abraço para cada dos nossos ouvintes, desejar uma ótima semana para todo mundo e a gente volta para o Ozean amanhã. Combinado? Combinado, Jair. Para você, um excelente semana e até amanhã. Igualmente, saúde e até mais.
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
