Rio desperdiça bilhões em royalties enquanto Brasil ignora transição energética
Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro assume a governança do estado, revela 6 mil funcionários fantasmas e critica a má gestão dos royalties da Petrobras, defendendo um fundo soberano para financiar a transição energética nacional
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 20 de agosto de 2026, às 12:15
oito, Jairo Eduardo chegando. Os Pitacos do Pitoco, com o Jairo Eduardo, pra você um excelente quinta-feira, seja bem-vindo, o seu espetáculo de hoje, bom dia. Olá, bom dia, Hélio, nossos ouvintes, saudações, um abraço aí pra todos vocês. Olha, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acabou ascendendo a condição de governador do estado. Vale dizer que os últimos cinco, seis, sete governadores do Rio foram afastados ou presos. É de longe o estado mais corrupto do Brasil, talvez do mundo, né?
Sabemos. Mas o curioso é que quando o presidente do TJ, Carioca, assumiu o comando do estado, ele passou a encontrar bizarrices de toda a natureza. E entre essas, encontrou seis mil funcionários fantasmas. Seis mil, gente. Deve ser o lugar mais mal assombrado do planeta, o Rio de Janeiro. O que que é o funcionário fantasma? É aquele cara que recebe sem trabalhar. É aquele cara que não precisa bater o ponto, nem o digital, nem o físico, que talvez não exista mais, ele simplesmente no final do mês recebe uma grana, provavelmente num esquema de rachadinha, em que ele tenha que devolver uma parte para alguém, para quem o indicou, algum pol e os cofres do Rio de Janeiro sangrando com essas e outras barb que se cometem por l E me traz a esse assunto um fato que não pode ser desprezado.
Quando se trabalha na necessidade urgente de preparar o país para uma transição energética que a Petrobras está chamando de justa e não sei o que, colocando várias palavrinhas bonitas lá para atrasar esse processo o que se percebe é que o Brasil não tem nem linhões para transmitir tudo o que o Nordeste produz de eólica e solar para os grandes centros consumidores que o país não tem uma infraestrutura ainda de eletropostos para atender a crescente frota de carros elétricos. Que o país não tem recursos subsidiado de forma que seja possível assimilar para os municípios para eletrificar as frotas de ônibus, do transporte escolar, do ônibus do transporte coletivo urbano.
O país não olha para isso. No entanto, o Rio de Janeiro, esse estado absolutamente corrupto, recebe de 25 a 30 bilhões de reais por ano de royalties da Petrobras, da exploração do petróleo lá na Bacia de Campos. Está tudo errado. O Estado do Rio de Janeiro não devia receber nem um centavo de royalties. Esses recursos deveriam estar concentrados na União para fazer algo parecido com o que fez a Noruega. Um fundo soberano a partir do petr para exatamente financiar a transi Quando voc pulveriza o dinheiro quando voc joga para milhares de entes como é feito aqui com os roitos de Itaipu, você oportuniza que esse dinheiro seja pulverizado de um jeito que não haja um projeto nacional.
e aí é que falta ao Brasil um projeto de nação porque se você concentra todos esses recursos num fundo bem gerido com objetivos muito claros de financiar a transição certamente você terá os resultados que a Noruega tem hoje é o país de maior IDH do mundo que lidera e olha com dinheiro do petróleo veja bem, que lidera os índices em todo mundo é a Noruega lógico, é um país menor a população deles deve ser equivalente à de Santa Catarina, embora o território seja maior é mais fácil gerir isso mas nós poderíamos aprender com quem deu certo e quando se fala em transição energética, não é questão ideológica, verde, esquerda direita, não tem nada a ver com isso a questão energética é uma questão de soberania nacional.
Que o diga a Europa que ficou refém da energia suja da Rússia e quando a guerra começou não se sabia o que fazer com os custos elevadíssimos da indústria alemã, por exemplo, que é o motor da economia europeia que é sempre considerada, a Alemanha, a locomotiva da economia europeia. Então, quando se tranca um hormuz ou qualquer outro estreito desse mundo que impede a transi da energia o transporte do petr o desespero bate em todo mundo. Quando temos o vento e o sol para fazer esse trabalho de forma limpa e distribuída, sem ficar refém de nenhum cartel de árabe ou de quem quer que seja, ou refém de uma guerra.
Então o Brasil não olha para isso. O Brasil prefere dar 25 bilhões para os políticos corruptos do Rio de Janeiro fazer o que estão fazendo, do que concentrar esse dinheiro do petróleo num projeto de desenvolvimento nacional que tenha na frente de tudo a transição energética para garantir a soberania do país. Bom, concluindo aqui deixa eu passar a vinha rápida numa caminhada que eu fiz ontem no Calçadão e eu vi uma galerinha falando em espanhol são provavelmente os venezuelanos e me fez lembrar um aspecto histórico que o Alceu Esperança fala muito que o Vanderpiaia fala muito, nossos historiadores que o primeiro idioma falado aqui na nossa região em Cascavel foi exatamente o espanhol porque havia exploração da erva mate por argentinos com paraguaios escravizados pelos argentinos, então se falava espanhol aqui, e agora com essa migração em massa voltou-se a falar espanhol por aqui, que nunca foi uma língua estranha, porque frequentamos muito a fronteira Foz do Iguaçu, compras no Paraguai então de repente o que vai ser muito comum aqui, vai ser o tal do portuñol é uma volta ao tempo de mais de 100 anos, toca a tua entrevista aí Hélio Silva, um abraço pra você, pra todos os ouvintes, até amanhã Até amanhã, Jara Eduardo, com mais os Pitacos do Pitoco. Boa quinta-feira. Sete e quarenta e cinco, Jara Eduardo com os Pitacos do Pitoco na quinta-feira.
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
