Eleição, polarização e o papel do Senado na democracia
Jairo Eduardo analisa a eleição brasileira, destacando a fadiga do candidato Lula, a polarização e a mobilização da direita, e que a democracia depende da oposição organizada e fiscalização do Senado
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 26 de outubro de 2026, às 11:58
Jornal da Manhã. Os pitacos do Pitoco com o jornalista Jairo Eduardo. Vinte minutinhos faltando pras oito horas da manhã, Jairo Eduardo, seus pitacos de hoje, bom dia, boa semana, seja bem vindo, bom dia. Bom dia, bom dia, amigos. Saudações aí pra todos vocês, um grande abraço, uma boa semana pra todos nós. olha, fala-se uma expressão que diz vou usar duas expressões aqui uma é de engenheiro de obra pronta isso é uma é uma expressão que coloca aquele que se arroga ao direito de dizer, eu avisei eu falei, eu disse que ia ser assim esse é o tal do engenheiro de obra pronta a outra expressão ela se refere também a uma partida de futebol e ela diz assim, olha o jogo só termina quando acaba curiosa essa frase, né?
porque ela parece tão óbvia, né? que vale até a pena repetir o jogo só termina quando acaba bom longe de querer arrogar pra mim a condição de engenheiro de obra pronta embora eu tenha dito e falado pouco sobre a eleição presidencial nesse espaço nas rodas de amigos, o pessoal costuma perguntar pro jornalista quase como se o jornalista tivesse uma bola de cristal, mas costumam perguntar, e daí, como é que vai ser a eleição? N amigos inclusive alguns que estão na audiência agora ouvir o meu pneu a respeito A direita escolheu muito mal o seu candidato O direita tinha entre as suas cartas na manga a possibilidade de ter um café com leite quase imbatível com um Tarcísio presidente e um mineiro na vice.
Isso não aconteceu porque há no Brasil isso do vitalício hereditário me refiro principalmente a essa segunda parte da expressão o hereditário, a família e sem dúvida nenhuma isso facilitou para que o resultado colhido ontem fosse possível mesmo diante de um candidato como Lula que já apresentava uma série de indícios de fadiga de material. Aqui tem outra expressão, fadiga de material. O que é isso? É uma pessoa que está exposta há muitos anos, há décadas, que já sofreu a erosão do desgaste da opinião pública, crises, e cujo governo vinha com problemas na economia.
e no entanto mesmo colocadas essas circunstâncias optou-se por um candidato que poderia alimentar a tal da polarização política no Brasil em que a maioria das pessoas estava movida não pela intenção de eleger alguém como eu disse aqui na semana passada mas pela intenção de derrotar alguém. E nesse cenário, quem jogasse lenha na fogueira da polariza assumia riscos imensos de que esse inc se alastrasse e mostrou outras circunstâncias e situações o que foi aquele resultado do primeiro turno da eleição aquele resultado do primeiro turno mostrou um maior engajamento do pessoal da direita na reta final as pessoas que vestiram a camisa foram pra rua, militaram e aliás isso que era uma prerrogativa da esquerda uma década atrás duas décadas atrás essa chegada forte com militância na rua, isso a direita havia assumido em 2018 quando elegeu Jair Bolsonaro mesmo em 2022 na derrota mas quando reduziu a diferença a quase nada, 1.
8% na reta final vestindo a camisa, militância gente na rua virando voto e dali a pouco aparece aparece um canal, exército do Lula, Janones que consegue virar esse jogo de rua e isso foi determinante para aparecer gente ontem carregando senhores e senhoras, octogenários nonagenários carregando nos braços pra levar a votar. Capacidade de mobilização. E eu já dizia aqui em outra circunstância que uma cidade igual Cascavel não é exatamente um espelho do Brasil. O Brasil é muito complexo, muito diverso, muito heterogêneo.
Mas se olhando pra Cascavel de 2022 e 2018 você via N N adesivos do Jair Bolsonaro nas caminhonetes, nos carros. E esse ano foi diferente. n aparecia a cara do candidato aparecia o n pelas vulnerabilidades do candidato pelas N den que surgiram contra ele durante todo o processo eleitoral A ponto de muitos que se dizem independentes falar, poxa, ladrão por ladrão, vota em quem? Não estou endossando essas palavras, estou dizendo que a gente ouvia essas palavras. Então, no fim das contas, está aí o resultado das urnas, cabe, encerrando minha participação aqui, cabe aos derrotados organizar a oposição, democracia se faz assim e os problemas da democracia se resolvem com mais democracia, cabe aos derrotados organizar a oposição, cabe aos vencedores cobrar as promessas de campanha, cabe ao Senado majoritariamente conservador aprofundar as investigações no Supremo, e tirar quem de lá precisa ser tirado, porque esse é um papel do Senado, não é do Executivo, jamais virá do próprio Judiciário pelo Corporativismo, constitucionalmente é um papel do Senado.
Agora vamos ver se essas pessoas que se elegeram, ganharam votos dizendo que iam rifar fulano Beltrano do Supremo, se essas pessoas têm capivara para aguentar isso. ou se na primeira puxada de ficha de um ministro suspeito do Supremo esse dito cidadão que ganhou votos aqui no Sul dizendo que vai caçar, arrebentar e quebrar no Supremo se essa pessoa aguenta esse tranco ou se ela corre. Agora é a hora da verdade. É isso? É contigo meu amigo Hélio Silva. Uma boa semana pra você e pra cada um dos ouvintes e a gente volta a conversar amanhã.
Tá certo Jair, pra você uma excelente semana e até amanhã. Até mais. Jaro Eduardo trazendo aí os pitacos do Pitoco aqui na Rádio Tecas Cavéu. Segunda-feira, dia
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
