Apagão de mão de obra em lavacar de Cascavel
Falta de mão de obra atinge lavadores de carros e borracheiros em Cascavel, com salários de até R$ 2.200.
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 04 de agosto de 2026, às 13:35
Jornal da Manhã. Os Pitacos do que era pertinho da rodoviária. Ele pediu para eu dar um recado. E eu vou dar o recado. O apagão de mão de obra nesse segmento específico de Lavacar é uma loucura, viu, Hélio? Não tem gente para trabalhar. Está difícil. Está difícil. O baixinho está oferecendo um salário de 2.200 reais e mais algumas vantagens. Mas, nesse momento, está ele batalhando e a esposa. Os dois. Família. Senão para o rolê ali, não tem como tocar o negócio. Mas então o baixinho que você pediu está aí, está no ar. R$ 2.200 de salário e mais algumas vantagens. O baixinho do Lavacar pede que o pessoal se apresente e vá trabalhar lavando o carro ali pertinho da rodoviária. Eu estou fazendo uma reportagem a respeito. porque o filho do lavador de cá não quer ser lavador de cá. O filho do borracheiro não quer ser borracheiro. O filho do pedreiro não quer ser pedreiro. Se você olhar nas obras, você vai enxergar senhores, cabeças brancas, cabelos prateados pelo luar do tempo, como dizia o poeta. Na borracharia, mesma coisa. Estive visitando ontem o seu Joaquim Lá no bairro São Cristóvão D Na Miss Fun de Borracheiro Quase oitenta anos Tava l trocando pneu tava l consertando pneu. Me recebo muito bem o seu Joaquim e sua esposa dona Lourdes. E os filhos? E os quatro filhos? Olha só que história interessante essa. Um médico neurologista. Outro concursado Serviço Público Federal Ministério Público outro empresário na região norte de Cascavel, contador e outro diretor de um hospital um hospital muito reputado aqui em Cascavel os filhos do borracheiro alguns deles trabalharam com ele ali na adolescência, quando estavam bancando os estudos e tal muito curioso esse enfim, é uma reportagem que mostra que profissões tão dignas quanto qualquer outra sofrem esse apagão porque não tem sucessão nem dentro de casa, e normalmente empresas de pequeno porte, mesmo pequenos prestadores de serviço, como os mencionados geralmente era assim, era de pai pra filho dava sequência no negócio ali, na pequena empresa através dos seus sucessores de sangue, não é? Dentro da família. Não é mais assim e o pessoal está tendo que se virar de outro jeito. Bom, estamos construindo uma outra reportagem com mais fôlego, essa a partir de uma andança e uma constatação. Caminhava ali pela Avenida Brasil, na ciclovia, que utilizo muito, ali perto do McDonald's. E observei que dois pinheiros, duas araucárias provavelmente plantadas pelo prefeito Otacílio Mion l na d de 70 virada 60 n d de 60 virada pra d de 70 colocaram um casalzinho de pinheiros ali e pela primeira vez, porque eu ando sempre ali, eu sei que é a primeira vez, aqueles pinheiros produziram pinhões. Isso me leva pra uma outra pauta, porque as araucárias que estavam ali, em frente a uma farmácia, na Pio 12, esquina com a Brasil, pertinho da praça do migrante, aquelas araucárias desapareceram do dia para a noite, elas anoiteceram ali, mas não amanheceram, os mistérios das árvores que desaparecem em Cascavel sem deixar vestígios. Para além de qualquer suspeição, que de repente pode ter havido uma autorização das instituições ambientais, para além dessa questão, o que eu quero explorar é um outro aspecto, aspecto histórico. E que aspecto é esse? Ali funcionava a cara, a testa, a fachada urbana de um dos maiores conglomerados industriais que a região oeste já viu. Era da família Festogato, industrial madeireira do Paraná, Imapá. E é por isso que os pinheiros estavam ali. Foram eles que plantaram uma meia dúzia de pinheiros ali entre a Brasil e a Pio XII em direção à Rua Paraná. Com o sumiço desses pinheiros desaparecem também os últimos vestígios do Império do Pinheiro da região oeste do Paraná. Vamos resgatar um pouquinho da história da família Festogato que está entrelaçada com a história da família Galafassi pessoas que vieram lá da Serra Gaúcha, Caxias do Sul para o auge do ciclo da madeira em Cascavel nos anos 50 e 60 Todas essas hist estar no Pitoco edi da pr sexta Vamos embora, Sr. Aurélio? Tá certo, Jairo, mas só uma observação, falando em árvore, falando em pinheiro, né? Aí nós temos em Cascavel algumas árvores bem antigas, inclusive quando dá aqueles ventos, né, Jairo? Elas começam a cair porque são árvores antigas, né? Principalmente ali na Paraná. Se você pegar ali na Paraná, tem umas árvores gigantescas, antigas, né? Que, como você está sempre colocando as pautas, é uma atenção aí também por parte das autoridades para ficar de olho também nessas árvores, né, Jair? Porque com o vento podem cair em cima de pessoas, veículos, né? E são árvores bem antigas, né? Então é verdade, todo esse trabalho tem que ser feito, mas principalmente tem que ser feito a reposição, né? Exatamente. Porque as árvores, elas são uma faca de dois gumes. de um lado as árvores que não estão monitoradas e bem cuidadas podem oferecer esse risco de outro lado são elas que contém a força do vento em muitas situações além de nos oferecer aquela sombra generosa aninhada para o passarinho a flor para a polinização para os insetos enfim, para reduzir o impacto do calor que esse ano promete ser muito rigoroso agora no segundo semestre com o moleque travesso estadualzinho, então você tem razão temos que cuidar bem das nossas árvores e a ponto de poder remover as que oferecem algum risco para a comunidade, mas acima de tudo a ponto de restituir a arborização urbana que todo dia é atacada de várias formas, virou inclusive moeda eleitoral, já falei isso aqui, é muito vereador que se elege aí tirando árvore prestando um relevante serviço para a humanidade, que é tirando Árvores, mas vamos em frente com essa pauta e certamente na sexta-feira teremos outras informações tá certo Jair? Um abraço pra você, saúde a todos e até amanhã
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
