Eles farejam, exploram, correm e dificilmente resistem a uma novidade pelo caminho. Com a chegada da primavera, a curiosidade natural de cães e gatos encontra mais passeios ao ar livre, temperaturas elevadas, plantas, insetos e outros estímulos. A estação, porém, também exige atenção dos tutores para situações que podem afetar a saúde dos animais.
O Brasil reúne 160,9 milhões de animais de estimação, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet). Desse total, 63,7 milhões são cães e 32,2 milhões são gatos. Outro levantamento, da Petlove/Quaest, aponta que 72% dos brasileiros têm algum animal de estimação em casa.
Com o aumento gradual das temperaturas e as mudanças no ambiente, alguns grupos exigem atenção redobrada, principalmente animais braquicefálicos, obesos, filhotes, idosos e pets com doenças cardíacas ou respiratórias. “Esses animais têm maior dificuldade para lidar com o calor e o esforço físico e podem apresentar cansaço, ofegação excessiva e até descompensações. Por isso, é importante evitar exercícios intensos e exposição prolongada ao sol, priorizar passeios nos horários mais frescos e manter água fresca sempre disponível”, orienta Aldrya Graeff, médica veterinária da Grand Animal Place, localizada no Catuaí Shopping Cascavel.
Quando o corpo do pet dá sinais
Mudanças aparentemente simples podem indicar que algo não vai bem. Cansaço durante atividades habituais, ofegação excessiva, alterações no consumo de água, coceira frequente, lambedura das patas e queda de pelos merecem atenção.
No caso das alergias e dermatites, a persistência dos sintomas é um dos sinais de alerta. “Quando a coceira é intensa e vem acompanhada de vermelhidão, feridas, descamação ou mau cheiro na pele, é importante investigar”, explica a especialista.
A automedicação também deve ser evitada. Antialérgicos, pomadas e outros medicamentos de uso humano podem ter doses e concentrações inadequadas para os animais. “O uso incorreto pode provocar intoxicações, alterações gastrointestinais e neurológicas e até comprometer órgãos como fígado e rins”, alerta.
Atenção dentro e fora de casa
Mesmo cães e gatos que não têm acesso à rua podem ter contato com pulgas e carrapatos. Os parasitas podem chegar ao ambiente por roupas, calçados, objetos ou outros animais que frequentam a residência.
Nos passeios, a atenção começa antes mesmo de sair de casa. A recomendação é evitar os períodos de calor mais intenso, dando preferência ao início da manhã e ao fim da tarde, além de verificar a temperatura do chão. “O asfalto quente pode causar queimaduras nas patas. Também é importante garantir água fresca durante a atividade e respeitar os limites de cada animal”, reforça a Dra. Aldrya.
Plantas também entram no alerta
A primavera também exige atenção às plantas ornamentais. Espécies comuns em casas e apartamentos, como comigo-ninguém-pode, costela-de-adão, azaleia, jiboia, copo-de-leite, bico-de-papagaio, crisântemo, espada-de-São-Jorge e lírios, podem ser tóxicas para cães e gatos. “Salivação excessiva, vômitos, diarreia, tremores, fraqueza, falta de coordenação, dificuldade para respirar, convulsões ou alterações de comportamento após o contato com alguma substância são sinais que exigem avaliação veterinária”, ressalta a profissional.
Um passeio para toda a família
A presença dos animais em diferentes momentos da rotina das famílias também tem levado espaços de convivência a se adaptarem. No Catuaí Shopping Cascavel, cães e gatos podem circular por áreas permitidas acompanhados pelos tutores, e o empreendimento conta ainda com espaço destinado à convivência com os pets.
“Quem tem um pet sabe o quanto ele faz parte da família. É natural que os tutores queiram incluí-lo também nos momentos de lazer. Nosso cuidado é proporcionar uma convivência tranquila e segura, respeitando o bem-estar dos animais e também das pessoas que circulam pelo shopping”, destaca Stéfani Scarpato, gerente de marketing do Catuaí Shopping Cascavel.
Para circular pelo empreendimento, os animais devem estar com a vacinação em dia e acompanhados pelos responsáveis. Cães de maior porte devem seguir as regras de segurança previstas pelo espaço. Nas escadas rolantes, a orientação é transportar o pet no colo para evitar acidentes.





