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Emagrecer com segurança: o que avaliar antes de iniciar um tratamento

Especialista do Centro Médico do Catuaí Cascavel orienta sobre indicação clínica, prevenção de comorbidades e manutenção do resultado

Redação Pitoco15 de julho de 2026
Emagrecer com segurança: o que avaliar antes de iniciar um tratamento

Segundo dados do Vigitel Brasil 2025 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgados pelo Ministério da Saúde, o índice de obesidade entre adultos no país cresceu 118% nos últimos 18 anos. Entre 2006 e 2024, condições crônicas associadas com o excesso de peso também tiveram aumento exponencial, com um avanço de 135% de casos de diabetes e um crescimento de 31% da hipertensão. Neste cenário, a busca por tratamentos de emagrecimento se intensificou e o uso de medicamentos voltados à perda de peso vem influenciando hábitos de consumo.

Contudo, o Dr. Emerson Vilanova, clínico geral da Baroxymed Vacinas, presente no Centro Médico do Catuaí Shopping Cascavel, reforça um ponto-chave: o objetivo de qualquer tratamento deve ser a saúde, e a magreza extrema também é perigosa. Para o médico, o emagrecimento é consequência de mudanças de hábitos e de um acompanhamento adequado. O especialista também reforça: quando o foco fica apenas na balança, aumentam as chances de decisões apressadas, perda de massa muscular e reganho de peso.

Quando emagrecer vira prevenção

Segundo o Dr. Emerson, o emagrecimento passa a ser necessidade médica quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30, que se caracteriza como obesidade, ou quando o IMC é maior que 27 em pessoas com comorbidades (diabetes, pressão alta, artrite, artrose e problemas do sono). Outro marcador importante é a circunferência abdominal, associada ao risco cardiometabólico: “a referência ideal é que ela não passe de metade da altura da pessoa. Quando esse índice é maior do que 50% da altura, já há aumento do risco cardiometabólico”, explica.

Para o médico, a preocupação aumenta quando a obesidade está ligada a condições que elevam o risco cardiometabólico, como diabetes tipo 2, hipertensão, gordura no fígado, apneia do sono/ronco e colesterol alto, além de síndrome dos ovários policísticos e histórico pessoal ou familiar de doença cardiovascular. “Nesses casos, não é uma pura necessidade estética, mas prevenção de infarto, AVC, insuficiência renal e redução de mortalidade”, afirma.

Avaliação e exames

Dr. Emerson destaca que a avaliação inicial é o que separa um cuidado sério de uma condução superficial. Ela inclui história clínica completa, revisão de medicamentos em uso, histórico familiar, entrevista sobre padrão alimentar, qualidade do sono (ronco, apneia, insônia), nível de estresse, além de medidas como pressão arterial, circunferência abdominal e bioimpedância (composição corporal: gordura, músculo e água).

Entre os exames realizados entram avaliações laboratoriais como hemograma, glicose em jejum e resistência insulínica, colesterol, tireoide, fígado, função renal, vitamina D e ferritina. Em alguns casos, também pode ser solicitado ultrassom de abdome, principalmente para avaliar deposição de gordura no fígado.

Canetas emagrecedoras

Sobre o uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, o Dr. Emerson explica que medicamentos como a semaglutida e tirzepatida têm indicação precisa e não são, em geral, a primeira escolha para quem busca perder poucos quilos. A escolha do medicamento, segundo o especialista, leva em conta fatores como IMC, presença de diabetes, gordura no fígado, níveis de colesterol e triglicerídeos, histórico familiar, tolerância gastrointestinal e também o risco de algumas condições específicas. Entre os pontos que exigem cautela estão o histórico de pancreatite e histórico familiar de câncer medular de tireoide, além de avaliação individual do estilo de vida, rotina e adesão ao exercício.

O médico também alerta para os riscos do uso sem acompanhamento, especialmente quando há compra com procedência duvidosa ou sem garantia de armazenamento adequado. “Muitas vezes, o problema não é só o produto, mas as condições de transporte e acondicionamento, além da dose utilizada. A pressa leva algumas pessoas a usarem doses exageradas”, explica. Segundo Vilanova, a conduta médica costuma priorizar a menor dose eficaz por mais tempo, para reduzir efeitos adversos e evitar perda excessiva de massa magra.

Entre os perigos do uso inadequado de canetas emagrecedoras estão: náuseas intensas, desidratação, perda de massa muscular, alterações eletrolíticas e maior chance de efeito rebote (quando o paciente volta a ganhar peso com rapidez após interromper o uso do medicamento). Para o Dr. Emerson, “a pessoa pode até emagrecer, mas se perde músculo e não muda rotina, a taxa metabólica cai e o reganho pode vir de forma acelerada”.

O especialista acrescenta que existem contraindicações que exigem atenção médica, como gravidez, transtornos alimentares ativos, doença gastrointestinal grave, insuficiência renal avançada, histórico familiar de câncer medular de tireoide, pancreatite prévia e síndromes genéticas como MEN2.

Acompanhamento

Para o Dr. Emerson Vilanova, um plano voltado para a saúde, tendo o emagrecimento como um objetivo, precisa de metas realistas, individualização e monitoramento contínuo, com estratégias para preservar massa muscular e um plano de manutenção após a perda de peso. O especialista resume os pilares: “alimentação, exercício, sono e comportamento, porque são eles que sustentam a adesão e evitam o ‘efeito sanfona’”.

Na Baroxymed do Centro Médico do Catuaí Cascavel, o acompanhamento inclui pesagem e medição da circunferência abdominal semanais. A cada quatro ou cinco semanas, é feita reavaliação médica com nova bioimpedância, observando não só o peso, mas também a evolução de gordura visceral, massa muscular e saúde metabólica.

Como preservar a saúde e sustentar o resultado

Nenhum tratamento para emagrecimento deve terminar na balança. O especialista afirma que a sustentação do resultado envolve manutenção, preservação de massa muscular e melhora metabólica. Entre as estratégias, ele destaca ingestão adequada de proteína (em geral, entre 1,2 e 1,6 g por quilo/dia, conforme avaliação), treino de força como rotina, ajuste calórico gradual, sono de qualidade e monitoramento da composição corporal por bioimpedância. “Perder músculo reduz a taxa metabólica basal e facilita o reganho de peso. Quando o foco é saúde, e não a pressa, o emagrecimento vem como consequência”, conclui o médico.

Sobre o Centro Médico do Catuaí Shopping Cascavel

Integrado ao maior shopping do Oeste do Paraná, o Centro Médico do Catuaí Cascavel reúne clínicas de referência em múltiplas especialidades, incluindo neurologia, cardiologia, oftalmologia, ginecologia, odontologia e vacinação, além de um completo centro de diagnósticos por imagem (tomografia, ressonância, radiografia) e laboratórios. O complexo conta com operações como Baroxymed Vacinas, Centro Médico Gastroclínica, Hospital de Olhos de Cascavel, Neuroclínica, Nossa Saúde, Pró Cardio, Raiou Odonto, Unitom, Ultramed, Casa da Vacina, RP Clinic e Dra. Marinês Toigo (escoliose). Além da assistência médica, o espaço oferece serviços voltados à qualidade de vida, como a academia Arms Gym, a Loja do Atleta e a clínica de estética Aesthetic.

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