Oex-presidente Jair Bolsonaro usou inúmeras vezes analogias de namoro, casamento e divórcio para explicar suas relações políticas. Não estava sendo original, apenas o mais vocal entre os que utilizaram essa ferramenta.
Dizer que político tal está namorando um potencial aliado na tentativa de promover um casamento (coligação, aliança), faz parte do vocabulário surrado e previsível da turma que milita no mundo das urnas.
Em Cascavel, dois anos atrás, um “coroa” passou a flertar com um jovem, sob o cupido do então prefeito Leonaldo Paranhos. Coube ao prefeito da ociasião aproximar Renato Silva, à época com 73 anos, do promissor Henrique Mecabô (28). Longos 45 anos separavam as faixas etárias de ambos.
EM TEMPO RECORDE
Com muitos anos de estrada, longa vida matrimonial, Renato cortejava “pegar” o novinho do Novo. A paquera evoluiu para namoro, noivado e casamento em tempo recorde, como se amor à primeira vista fosse.
Hoje, 12 de junho, Dia dos Namorados, a quantas anda a relação entre o coroa e o novinho? O Pitoco apurou que ciúmes, postergações e promessas vazias de amor eterno desgastaram visivelmente o relacionamento.
Aos fatos: nos acertos de 2024, Fernando Giacobo, então dono do PL, pôs uma condição para abrigar Renato e abençoar o casório com Mecabô: em 2026, o candidato oficial do Paço seria ele, Giacobo. Não era amor. Era interesse.
2026 chegou. Giacobo decidiu não disputar a reeleição. Então agora a “noiva” da vez no Paço passou a ser Mecabô para deputado federal? Não necessariamente. O cupido do enlace de 2024, Leonaldo Paranhos, vai comer o bolo inteiro sozinho, com apoio da turma da Prefeitura na disputa por uma cadeira no Congresso.
O Pitoco apurou que o vice chamou o titular para discutir o relacionamento, a temida “DR”. E que Renato foi evasivo. Usou um tom paternal, repetindo que adotou politicamente o menino, mas quando instado a dizer qual será o dote político do guri, interrompe a “DR” e sai pela tangente.
TINDER POLÍTICO
“Só juras de amor até agora. Nem um gesto, nem uma mensagem por love car, nada”, disse uma pessoa próxima a Mecabô, na última segunda-feira (8).
A mesma fonte, já no clima do 12 de junho, acrescentou: “O Mecabô tem seus contatinhos. O tinder político dele está acionado, certamente não vai ficar solteiro”. O recado é claro. Renato pode até promover um relacionamento aberto, em que cabem três, mas o vice não vai topar as migalhas do bolo, embora saiba que almejar a cereja seria muita pretensão.
A pergunta é aquela do Silvio Santos: namoro ou amizade? Renato não pode demitir o novinho. O que as urnas uniram, crises conjugais não podem separar, mesmo em enlaces por conveniência. Porém, está claro que a “conchinha” deu lugar ao “X” naquele leito do 3º andar do Paço, e que a incompatibilidade de gênios pode afetar as bodas de madeira quando 2028 chegar…
Rápidas
Renato Silva tentou convencer o vice a não disputar a eleição deste ano. Mas o menino ficou firme na chapa do Novo.
O partido e ele próprio não aceitam uma desistência. Os votos de Mecabô podem definir se a legenda faz uma ou duas cadeiras no Congresso.
Outro ponto de fricção na relação é a disputa para governador. Renato apoia Sandro Alex, já o seu vice está com Sergio Moro.
Em meio ao embate, há controvérsia se o apoio do Paço mais dá, ou mais tira votos. É o complexo equilíbrio entre o ônus e bônus de quem exerce o poder.
PITACO DO PITOCO
Os mosquitos cascavelenses da “marca” Aedes Aegypti vão receber uma bactéria que inibirá a reprodução, em ataque frontal à dengue.
Já a “mosca azul” protagonista de voos errantes no terceiro andar do Paço, mostra-se “imorrível”. Para ela, a ciência ainda não encontrou solução.
Picado na artéria femoral, Renato Silva ambiciona a reeleição. É ali que seu casório instável com Mecabô e Paranhos será colocado à prova.
Tanto o padrinho do prefeito como o vice saltaram para catar o buquê após o corte da gravata na cerimônia de posse de quatro anos atrás…
Como disse Vinícius de Moraes no “Soneto da Fidelidade”, tal como chama, o amor será eterno enquanto durar.





