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Contrato com a vencedora do lote 5 é assinado em Brasília e tarifa de “10zão” será cobrada no segundo semestre deste ano

Redação Pitoco09 de abril de 2026, às 13:17
Contrato com a vencedora do lote 5 é assinado em Brasília e tarifa de “10zão” será cobrada no segundo semestre deste ano

Em ano eleitoral não faltará quem tente faturar algum votinho na linha do “pedágio que abaixa ou acaba”.

No caso da praça de pedágio, ou alternativamente pedágio eletrônico a ser cobrado entre Cascavel e Toledo, está difícil faturar algum em cima da polarização política.

É que a cancela em Sede Alvorada está configurada como ambidestra.

Ambidestro é quem possui a capacidade de usar ambas as mãos com a mesma destreza ou habilidade. É o atleta que chuta com as duas: esquerda e direita.

Aos fatos: quando divulgado o mapa das Rodovias Integradas do Paraná, apareceu uma cancela lá no distrito mais germânico de Cascavel.

O ano era 2021, no governo Bolsonaro. A grita foi geral. Comitivas patriotas lideradas pelo então prefeito Paranhos foram até o capitão e seu ministro, Tarcisio de Freitas, implorar para tirar a cancela de Sede Alvorada. Nada. Nem o acorrentamento do Alécio, presidente da Câmara de Cascavel, resolveu a parada.

Depois, já no governo Lula, novas tentativas. Nada. Homologou-se a cancela incancelável.

CHAMEGÃO NO CONTRATO

No último dia 16, em Brasília, foi assinado o contrato entre a ANTT e a Via Campo, concessionária do Grupo Pátria, que irá administrar o lote 5.

A cancela entre Cascavel e Toledo, que uniu esquerda e direita, permanece lá. Os destros da política não poderão apontar o dedo para os canhotos. Nem esses poderão culpar aqueles.

Definitivamente, a cancela irremovível na localidade de Sede Alvorada é ambidestra. E deve cobrar tarifas em torno de “deizão” ainda no segundo semestre deste ano.

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