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Caução de 160 para uma avenida de 40

Milhares de cascavelenses à espera de um alvará com potencial de destravar R$ 2,2 bilhões em investimento

Redação Pitoco10 de agosto de 2026
Caução de 160 para uma avenida de 40

4,5 mil cascavelenses aguardam ansiosamente a liberação do alvará pelo governo Renato Silva para vislumbrar um teto digno no Ecoparque Bairros Integrados, na Porção Oeste de Cascavel.

O documento deve sair em menos de uma semana, já que as garantias estão caseadas. Para além de uma caução já existente, de 90 mil metros quadrados, outros 70 mil foram adicionados. A preço de mercado, em terra nua, são R$ 160 milhões de caução com o metro quadrado a “milão”.

Porém, com a infraestrutura já instalada no local, como os 10 quilômetros de asfalto já implantados, avaliações já estabelecem o metro quadrado a R$ 1,5 mil. A nova cota caução, equivalente em avaliação conservadora a R$ 70 milhões, é para garantir que o empreendimento irá aportar R$ 40 milhões na Avenida das Torres.

A infraestrutura no imóvel, de 1 milhão de metros quadrados, está quase 90% concluída. Os dois primeiros prédios do conjunto de 44 torres estão bem encaminhados. Um chegou ao 5º andar, o outro ao 12º. Em abril de 2027 espera-se entregar as primeiras 240 unidades para uma demanda quente: são 1,5 mil inscritos, cerca de 4,5 mil cascavelenses na sala de espera do prefeito.

BALDINI NO PROJETO

Como o projeto dos empresários Chico Simeão e Luiz Bonacin vai muito além de um business imobiliário, a equipe que irá “rechear” o empreendimento com o conhecimento já está sendo montada. Para tocar o projeto de educação embutido no Ecoparque, está contratada a ex-secretária de Educação de Cascavel, Márcia Baldini. Caberá a ela prover as condições materiais, humanas e pedagógicas para um ambicioso projeto educacional bilingue, com meta de nota 8 no Ideb.

A proposta do empreendimento Ecoparque em Cascavel inclui a construção e doação de Centros Municipal de Educação Infantil (CMEIs) e escolas de tempo integral ao município. A intenção de Francisco Simeão com essa meta agressiva é transformar a educação básica da comunidade interna, servindo de modelo de excelência e ascensão social para as famílias de menor poder aquisitivo.

Por aqui se entende que a pressa para destravar o projeto vai muito além das 4,5 mil almas que se abrigarão sobre o teto dos prédios. A celeridade no processo também desbloqueia R$ 2,2 bilhões em investimentos, grana injetada na veia da economia local.

PITACO DO PITOCO

  • Entende-se as cautelas da equipe técnica do Paço em um empreendimento vigiado por tantos olhares e que sofre um grau de exposição bem acima do convencional.

  • Porém, um projeto dessa dimensão, para além de tudo que agrega, é vitrine para novos investimentos no “eldorado” Oeste do município. Serão 15 mil moradores. Se fosse um município, seria maior que 300 cidades paranaenses.

  • E como dinheiro não aceita desaforo, entender se o time do Renato pode ou não dar a celeridade necessária é um diferencial entre investir na cidade ou especular no mercado financeiro, lugar “quentinho” que está pagando bem com a Selic nas alturas e não exige intermináveis licenças.

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