Cascavel, Domingo, 29 de novembro de 2020

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Quem coopera...

Enfronhado no Brasil profundo, Oeste do PR é o exemplo pronto e acabado da força da cooperação
Postado em 25/10/2020

Na trilogia best seller do escritor Yuval Harari, uma palavrinha forte aparece desde o primeiro livro da série, “Sapiens, uma breve história da humanidade”.

A palavra é o verbo cooperar. O intelectual judeu explica como nós, os sapiens, escalamos para o topo da cadeia alimentar. E foi cooperando.

O Oeste do Paraná está, em média, a 600 quilômetros do Oceano Atlântico, no chamado “Brasil profundo”. Hoje, com rodovias em excelente estado, parece pouco.

Na primeira metade do século passado, quando o Oeste foi desbravado, era uma vastidão, uma eternidade que separava o “sertão” da “civilização”.

O que explica o salto social e econômico do Oeste em menos de um século? Sim, cooperação. Os primeiros colonos que aqui chegaram trouxeram a cultura associativista.

Alguns conhecem por mutirão, outros, por “puchirão”. Não importa. É possível traduzir isso como a palavra consagrada por Harari: cooperação.

O espírito associativista explica por que a região abriga as maiores cooperativas do País e entidades vigorosas como Amop e Caciopar.

Explica a sede do Sicoob em Cascavel, do Sicredi em Medianeira, a força da Cresol, Unimed. Explica as bilionárias C.Vale, Lar, Copacol, Coopavel, Frimesa.

Se hoje a tilápia oestina apresenta sotaque inglês em Miami, e outros produtos do agro surgem nas gôndolas de uma centena de países, é porque soubemos cooperar.

Em um momento obscuro da política internacional, em que ganham palco e plateia líderes toscos que pregam contra o multilateralismo (ONU, OMS, FMI, etc), o Oeste do Paraná é um espelho da força da cooperação para o desenvolvimento.