Cascavel, Sábado, 20 de abril de 2019

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Programa de japonês

Projeto de reconhecimento facial com tecnologia desenvolvida no Japão será instalado no Oeste
Postado em 22/03/2019

O império japonês descobriu um deputado de olhos puxados na Assembleia Legislativa do Paraná. O sansei (neto de japoneses) Washington Lee Abe (foto), coronel da PM, uma das surpresas das eleições 2018 em Cascavel.
Lee não gosta de ser confundido com chinês, fato que não é incomum, já que a maioria dos ocidentais tem dificuldades para distinguir os asiáticos por nação de origem. E Lee também não morre de amores pelo regime chinês.
Fato que deixou claro ao receber o Pitoco em um vasto casarão no numeral 1530, da rua Tiradentes, local em que instalou seu escritório político. O deputado será uma espécie de embaixador sino-brasileiro no parlamento paranaense. Coube a ele receber uma comitiva enviado pelo imperador japonês a Cascavel, no início do presente mês. “Os japoneses tem um sentido de gratidão pelo fato de o Brasil ter acolhido muitos imigrantes daquele país”, explica Lee.
E uma parte da gratidão pode ser medido em dólares. A partir da ponte com o coronel, o governo japonês está doando – em uma primeira etapa, o equivalente a R$ 3,3 milhões para implantar um sofisticado software aplicável à segurança pública. Trata-se de um programa de reconhecimento facial, embalado em que há de mais sofisticado na nova fronteira humana do conhecimento, a inteligência artificial. A ideia, já apresentada e acatada pelo governador Ratinho Junior, é instalar em Cascavel ou Foz do Iguaçu o projeto piloto, capaz de identificar um procurado pela justiça em meio à multidão, mesmo que ele esteja “disfarçado”, usando boné ou óculos. “Inicialmente pensamos em alimentar o banco de dados de imagens com fotos da população carcerária e foragidos”, explica Lee. Segundo ele, a inteligência artificial embutida no sistema permite usar as câmeras já instaladas no município, e o grau de sofisticação faz notificar na central de monitoramento em tempo real qualquer gesto hostil, como o movimento de sacar uma arma. Cascavel ou Foz? - Na primeira repercussão em Cascavel do projeto nas redes sociais, surgiram comentários que desagradaram o coronel. Era gente questionando a tal privacidade e a disponibilização de um banco de imagens para um programa “estrangeiro”. Lee se irrita com as observações. “O programa não é russo, não é chinês, é de um país aliado, o Japão, com total transferência da tecnologia”, aponta o deputado, já em tom mais exaltado. Segundo ele, Foz do Iguaçu acolheu melhor a ideia. “Inclusive a rede hoteleira se prontificou a dar suporte para a implantação”, relata o deputado. Aparentemente, o projeto piloto de reconhecimento facial está mais para fronteira...