Cascavel, Segunda-feira, 26 de agosto de 2019

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Outras facadas

Punhaladas que levamos todos os dias
Postado em 12/09/2018

 

 

Abominável o ataque ao candidato. Seja com o Jair, com o João ou com a inexpugnável Vera, do PSTU, aquela maluquete que falou em estatizar as 100 maiores empresas brasileiras. Mesmo os malucos têm o direito de expressar politicamente suas insanidades.
Vamos a outras facadas no estômago do brasileiro, que embora sejam tão profundas e agressivas quanto, parecem ter a dor absorvida por doses cavalares do anestésico da indiferença:
1) O Congresso Nacional mais caro do planeta: R$ 29 milhões por dia. 28 mil funcionários na folha (Senado + Câmara)
2) Previdência Robin Hood às avessas. É o maior processo de transferência de renda dos mais pobres para os mais bem pagos, cujo rombo em 2018 será de R$ 268 bilhões, equivalente ao PIB somado do Uruguai e do Paraguai.
3) Ralar cinco meses por ano somente para pagar impostos. O Leão devorou R$ 1,5 trilhão dos brasileiros de janeiro a agosto deste ano e após pagar todos os privilégios da aristocracia pública, “devolveu” centavos furados em serviços.
4) Embora tenha aumentado os recursos para a Educação, o país ficou em penúltimo no ranking de 36 países da OCDE, a frente apenas do México. Dados divulgados recentemente pelo Governo Federal mostram que, na média, os alunos aprendiam mais uma década atrás do que aprendem agora. 309 mil jovens zeraram na redação do Enem ano passado.
5) 63,8 mil brasileiros foram assassinados nos últimos 12 meses. É quase o dobro das mortes na Síria, país que está em guerra. É como se um Boeing 737 caísse com 175 passageiros todo dia. Outros 47 mil brasileiros morrem por ano no trânsito com 400 mil sequelados.
Em tempo: Haveria outros punhais ensanguentados para mostrar: auxílio paletó, moradia, palácios governamentais, concursado para puxar a cadeira do ministro do Supremo, corrupção endêmica e outras tantas facadas nas largas costas do pagador de impostos. Mas vamos falar só de mais uma: R$ 1,7 bilhão do dinheiro público nas campanhas eleitorais, o famigerado fundo eleitoral. E outros R$ 889 milhões do fundão partidário. É meter a faca e movimentá-la no corpo inerte. Os caras dos punhais afiados são os assassinos da democracia!