Cascavel, Quinta-feira, 14 de novembro de 2019

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Jairo Eduardo

Jairo Eduardo Jornalista, criador e editor do Pitoco e cronista na Rádio Colmeia e Radio T. Interaja com o editor: pitoco@pitoco.com.br. WhatsApp:
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Importância do 2º round

É preciso conhecer melhor o Jair e o Fernando. Seremos governados da cadeia por uma sujeito preso por corrupção?

Publicado em: 04/10/2018

Quando o mapa do Brasil ensaia se dividir novamente entre o azul e o vermelho, ficamos com a impressão que vivenciamos uma espécie de terceiro turno do confronto de 2014. Mudaram os personagens principais e no caso do campo azul, a sigla também. De resto, tudo muito parecido. E não falta quem, tanto de um lado da contenda como de outro, defenda um “esforço final” para liquidar a fatura no primeiro tempo do jogo. Para tanto, é preciso pressionar os eleitores de Geraldo, Álvaro, Meirelles e Amoedo. Na outra ponta, de Ciro e outros menos votados. Pregam desidratar estas candidaturas para “evitar um mal maior”.

O segundo turno foi pensado exatamente para impedir que um maluco que deu certo (eleitoralmente), em cenário fragmentado, seja eleito com um terço dos votos e assuma o comando da nação contra 70% dos sufrágios.

Mais que nunca, confirmada a polarização Jair x Haddad, precisamos de um segundo tempo para entende-los melhor. Até para obter o apoio do centro moderado, eles terão que fazer acenos que os afastem dos extremos. E precisam responder algumas perguntas básicas: qual o plano econômico do PT? Como irá obter o equilíbrio fiscal sem romper com sua base eleitoral nos melhores salários do funcionalismo? Qual é o desenho petista da inadiável reforma na Previdência? Haddad será o presidente, ou seremos governados da cadeia, por um sujeito preso por corrupção?

Na outra ponta, inquietações não menos perturbadoras: irei votar para prefeito de Cascavel em 2020, ou aqui será “área de segurança nacional”? Poderei votar para presidente em 2022 para trocar o dono da cadeira, caso esteja descontente? Poderei postar livremente minha opinião na rede social, criticar o governo, exercer a liberdade de expressão? Qual é o compromisso deste grupo com a democracia e com o respeito à diversidade?

São questões que o segundo turno, sem esta “montoeira” de candidatos (alguns ridículos e risíveis), poderá  esmiuçar. Em analogia rasa com uma final de campeonato, na tensionada partida da sucessão presidencial, é melhor jogar um bom segundo tempo do que delegar o destino de um país para a prorrogação ou para a sorte incerta dos pênaltis.

Imagem: GETTY IMAGES