Cascavel, Quinta-feira, 14 de novembro de 2019

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Matheus B. Sobocinski

Consultor de empresas e empreendedor

Criação de valor

Todas as empresas de sucesso têm algo em comum: elas criam algo de valor

Publicado em: 22/08/2017

Encontrar uma maneira de preencher uma necessidade humana, desenvolvendo soluções que tragam conforto ou facilidades para as pessoas, costuma viabilizar a oferta de um novo produto ou negócio.

Mas não é tão simples assim.

Nenhum plano de negócios infalível sobrevive ao primeiro contato com o cliente. É a conhecida Lei de Ferro do Mercado: certifique-se de vender exatamente o que o cliente quer comprar.

Em regras gerais, um bom negócio é aquele que pode ser repetido inúmeras vezes, entregando algo de valor, que as pessoas querem ou precisam, a um preço justo (trade-offs), e ainda gerando lucros suficientes que possam manter a operação.

Além disso, os primeiros passos de qualquer negócio de valor sempre demandam mais empenho do que se espera inicialmente e isso requer grande persistência e dedicação. Por isso o processo de desenvolvimento de qualquer negócio nunca deve ter como único foco o dinheiro.

Você precisará aprimorar seu produto ou serviço ao longo do tempo. Esse ciclo de desenvolvimento deverá ser permanente e deverá ser medido constantemente, a fim de garantir que seu consumidor esteja satisfeito. Observe, reflita, realize e mensure.

Para Ted Leonsis, da Whashington Capitals, “um negócio de sucesso ou é amado ou é necessário”.  Cada vez que alguém compra seu produto, ele está dizendo em alto e bom som que prefere o seu produto ao do seu concorrente. Ainda que o cliente aprove seu produto ou serviço, ele sempre irá avaliar a eficácia, a velocidade, a confiabilidade, a facilidade de utilização, a flexibilidade, o custo, entre outros valores econômicos fundamentais, que o permitam continuar a realizar o trade-off entre produto e dinheiro.

Depois de criar valor é necessário determinar o quanto seu cliente está disposto a pagar pelo que você está oferecendo. Ou seja, quanto maior for o Valor Percebido em sua oferta, mais você poderá cobrar pelo seu produto, o que separa negócios de sucesso de decepções em vendas.

O mesmo produto pode custar alguns trocados ou milhares de dólares. Um relógio de pulso produzido na China e vendido por um vendedor ambulante faz o mesmo trabalho que um Rolex. A diferença entre os dois é o valor percebido pelo consumidor. Quem busca um relógio dessa marca está em busca de status, emoção, apelo estético, qualidade; muito diferente de quem adquire um relógio de uma marca qualquer, pois que espera receber um custo acessível, a eficácia do produto ou outro valor econômico embutido na negociação.

Concentre-se, portanto, em criar formas de valor que demandem o mínimo esforço do usuário, grande utilidade ou satisfação, além de prestígio. Não tem como dar errado!