Cascavel, Quarta-feira, 15 de agosto de 2018

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Onda marrom

Paranhos aceita argumento e promove inflexão à direita

Não haverá onda verde na Avenida Brasil. Mas também não haverá onda vermelha. Não haverá conversão à esquerda na Avenida Brasil, mas os ciclistas estarão mais protegidos e o transporte coletivo vai fluir.

Esta frase poderia resumir o projeto de mobilidade apresentado pelo engenheiro de trânsito Alexandre Zumwinkl, da Dataprom, empresa contratada para sincronizar 91 cruzamentos semafóricos do eixo Tancredo/Brasil/Barão do Rio Branco.

Se misturar as cores verde e vermelha, teremos o marrom. Então teremos a onda marrom na Avenida Brasil. E por que ela não pode ser verde? Segundo o engenheiro, o caráter binário da avenida não permite, diferente das paralelas Rio Grande e Paraná.

Então o jeito foi agrupar de quatro a seis semáforos verdes, para aí surgir um vermelho. O Pitoco testou o sistema, ontem, utilizando uma motocicleta pilotada a 50 km/h, em média. Foi tudo verde da rua Uruguai até a Pio XII, cinco cruzamentos.

Depois, da Salgado Filho até a Vicente Machado, encontramos todos os sinais abertos (14 no total). Na volta para o centro, grupos de quatro e seis verdes. Não é o melhor dos mundos, mas o sistema anterior era mais travado.

A Cettrans vinha trabalhando com um plano semafórico por cruzamento. Agora são dez, permitindo um total de 910 planos coordenados por 23 redes de sincronismo. Como se percebe, não foi moleza produzir o projeto de mobilidade.

Segundo a Dataprom, a mudança reduziu o tempo de deslocamento na Brasil entre 23 e 27%. O número de paradas caiu de 15 para seis no sentido Leste/Oeste e de 12 para cinco no sentido inverso.

Direita, volver
 
Paranhos até tentou ficar bem com todo mundo, com a esquerda e com a direita. Mas precisou optar pela via destra.

 Ele foi convencido tecnicamente que permitir a conversão à esquerda na Avenida Brasil afeta a dinâmica do transporte prioritário (o coletivo), e coloca em risco os milhares de bikeiros que utilizam a ciclovia.

Então, assim que os ônibus vierem para a Brasil – em meados de novembro, estima-se – a fiscalização será mais rígida e os condutores terão que contornar a quadra pelas paralelas para mudar de lado na avenida. “Trata-se de um plano modelo para o Brasil, que harmoniza transporte coletivo, pedestre, bike e fluxo de veículos”, disse Zumwinkl. A conferir...