Cascavel, Segunda-feira, 18 de junho de 2018

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Bang Bang na Paraná!

Há metros do duelo fatal entre Alessandro e Alexandre, bar temático remete ao Velho Oeste

O polo da balada ganhou mais uma atração. É o Bang Bang, bar temático decorado com motivos do velho oeste americano, enredo de inúmeros filmes ambientados em um contexto de xerifes e heróis que descarregavam seus revólveres em índios e bandidos de todas as naipes.

Fotos de ícones dos filmes de “bang bang” estão nas paredes. Um deles é John Wayne, legenda daqueles tempos de farto tiroteio nas telas grandes do cinema, depois transportado para aparelhos de TV Colorado em preto e branco (desprovidos de controle remoto, providos de imensos tubos).

Na entrada, percebe-se a ausência daquele portão baixo característico do saloon, que se abre para os dois lados. No lado esquerdo, logo após o caixa, as regras do local: deixar as armas com o xerife, não cuspir no chão, cavalos para o lado de fora, o xerife está sempre certo  e as regras valem para todos, “não importa quem é seu pai”.

Outra curiosidade: o nome do bar está grafado no chão com cartuchos de espingarda calibre 12. Aqui está a deixa do fato jornalístico. Ali mesmo, há não mais de cinco metros da fachada do bar, ocorreu o crime de maior repercussão da história recente de Cascavel. O assassinato do policial federal Alexandre Drummond Barbosa.

O crime ocorreu em 2012, e o autor dos disparos fatais, Alessandro Meneghel, usou a calibre 12. O que houve ali foi um típico duelo do faroeste americano. Para a defesa do ruralista, ele agiu em legítima defesa, já que a camionete em que dirigia também restou crivada de balas. Para a acusação, trata-se de covarde execução.

O Bang Bang então inspirou-se neste fato? O Pitoco andou farejando o local na noite da última quarta-feira. E descobriu que o bar temático é gerenciado pelo Lincoln Castro Junior e dirigido pelo empresário Nilson Zanella, que duela com o Gilberto Martignoni pela hegemonia do polo da balada.

Descobriu ainda que os fatos não estão relacionados. Não houve o aproveitamento da farta chumbada de 12 daquela região na decoração do bar. Trata-se apenas de uma rara coincidência.

Em tempo: Ao lado do Bang Bang está o movimentadíssimo Hell (inferno, em tradução literal). Coincidência também? O “inferno” sucedeu a cinquentona Bielle Club. Voltado também para o público LGBT, a delicada clientela local em nada lembra os durões barbudos e chapeludos do Velho Oeste americano. Antes pelo contrário...