Cascavel, Segunda-feira, 18 de junho de 2018

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O lado escuro da força

Como uma obra prima da educação em Cascavel foi parar no lado oculto da lua

88,2% das obras estão concluídas. Mais um empuxo de 11,8% e estará pronto o Centro Nacional de Atletismo. É a condição para transformar isso que seria um legado das Olimpíadas 2016 no Colégio Militar de Cascavel, instituição entre as mais bem avaliadas do País, a ponto de admitir alunos por processo seletivo.
Está tudo certo. Se a construtora N.Dalmina concluir a obra em 120 dias, a PM conveniada com a Educação já pode matricular as primeiras 240 crianças para o ano letivo de 2019.
Inicialmente, o Colégio Militar utilizará o hotel para atletas como salas de aulas, com pequenas adaptações. Para 2020 já poderia estar executado o projeto que o Pitoco teve acesso com exclusividade, e que está chancelado pela burocracia do Palácio Iguaçu.
O colégio faz lembrar o impacto que gerou o Polivalente, hoje CEEP, quando apresentado a comunidade nos anos 1980. Era de longe a maior estrutura da região. O Militar é ainda melhor, coisa de primeiro mundo.
O terreno, atrás da FAG, soma 87 mil metros quadrados. 8 mil estão ocupados pelo Centro de Atletismo inacabado. O Colégio Militar terá 25 mil metros quadrados de área construída, com dois blocos de três pavimentos cada e 32 salas de aula de 80 metros cada.
O projeto prevê ginásio, laboratórios, praça, refeitório.  A obra leva em conta a sustentabilidade, iluminação e ventilação natural, com reuso de água da chuva e área designada na cobertura para painéis solares.
Mas por que, faltando tão pouco, a obra anda devagar? Este ano a construtora não viu um único real do governo, e já estamos em maio. As gavetas da burocracia também engoliram a papelada do aditivo de tempo e adequações elétricas.
Embora mesmo com nuvens escuras sob o céu seja possível afirmar que a lua está lá no firmamento, também é preciso admitir que há sempre uma face do satélite natural da terra no escuro.
O lado escuro da força, no caso, vem do mundo das vaidades. Político que ocupava cargo estratégico no Iguaçu não queria ver a obra prosperando, pois beneficiaria o autor da iniciativa, sujeito que poderia lhe subtrair prestígio político e votos.
Agora que o oestino Dilceu Sperafico ocupa aquela cadeira estratégica, talvez o Colégio Militar de Cascavel se viabilize.  São 240 crianças no primeiro ano, 480 em 2020, e 1,5 mil estudantes em uma estrutura primeiro-mundista no auge.
Em tempo: você não conhece o Centro Nacional de Atletismo, que será parte do Colégio Militar de Cascavel, caso nossas lideranças tenham forças para tanto e vençam o lado escuro da força? Vá conhecer. É impressionante a estrutura disponível. É causa que vale abraçar.
O convite é extensivo para a governadora. Apareça lá, Aparecida. Não se permita eclipsar. A educação precisa estar adiante das pequenezas da política.

Editorial

Muito curiosa a legislação eleitoral brasileira. O secretário municipal de assuntos aleatórios de Anahy precisa se licenciar do cargo para disputar a eleição. O orçamento dele é de R$ 50 mil/ano. Já o presidente Temer, se for candidato, pode permanecer mandando no Planalto. Da mesma forma a Dona Cida, aqui no Paraná, é governadora e candidata, com orçamento de R$ 60 bilhões para executar e inúmeros cargos e afagos para distribuir.  O risco de usar o cargo para obter votos e mandatos é maior em Anahy?