Cascavel, Quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Cartas

Enviada por: Jornalismo - Jovem Pan Cascavel
Postada em 10/11/2010
 Boletim Salário dos Médicos

Depois de terem o abono cortado pela Câmara, os médicos que atendem no sistema público de saúde em Cascavel ameaçam paralisar atividades. Considerando a gravidade da perspectiva e das conseqüências que pode gerar, a situação merece análise mais aprofundada. A rádio Jovem Pan procurou investigar o assunto, inclusive buscando saber quanto ganham os médicos de cidades do mesmo porte de Cascavel, como Foz e Maringá.
Sem o abono de R$ 900 reais, o salário dos médicos de Cascavel cai para R$ 1.300 brutos ou R$ 1.100 líquidos, descontados os impostos. Se o valor for dividido pela carga horária, significa R$ 50 reais por dia ou R$ 4 reais por consulta.
Em Foz do Iguaçu o médico que atende na rede pública ganha R$ 1.970,00. Mas esse salário é pago apenas aos médicos em início de carreira e está em vigor há nove anos. Em Foz do Iguaçu a maioria dos profissionais ganha mais de R$ 2.500 por mês, por conta de adicionais pagos pelos anos de carreira e dedicação ao serviço público.
Em Toledo, como já foi publicado, os médicos ganham R$ 4 mil para quatro horas e R$ 1.500 por duas horas. Em Maringá, cidade com pouco mais de 300 mil habitantes, os médicos da rede pública ganham em média mais de R$ 2 mil reais por mês e também contam com adicionais por tempo de serviço como estímulo para permanecer no setor público. Quanto mais tempo, maior o salário.
Sem o abono de R$ 900 reais, o salário dos médicos de Cascavel cai para R$ 1.300 brutos ou R$ 1.100 líquidos, descontados os impostos. Se o valor for dividido pela carga horária, significa R$ 50 reais por dia ou R$ 4 reais por consulta.
Sem entrar no mérito do pouco e do muito, é preciso dar atenção aos números. Em Cascavel um médico ganha R$ 4 reais para assumir a responsabilidade de tratar de um paciente – exatamente o preço de um cachorro-quente com coca-cola. Isso depois de 6 anos de universidade, dois de residência médica e muitos outros de estrada. A comparação pode parecer simplista, mas serve como diagnóstico para um caso de grave de “descasopatia”.

Jornalismo - Jovem Pan Cascavel